HERPESVÍRUS HUMANO 6 (HHV6)
HERPESVÍRUS HUMANO 7 (HHV7)
(PCR QUALITATIVO)
O herpesvírus humano 6 (HHV6), é o agente etiológico
da roséola infantum ou sexta moléstia, comum em crianças,
e que se manifesta por um quadro febril acompanhado de exantema generalizado.
Cerca de 90% da população maior de dois (2) anos de idade
é soropositiva para este vírus. Durante a primo-infecção,
podem ocorrer manifestações neurológicas como convulsões
e encefalites.Este vírus, que é linfotrópico e
neurotrópico, permanece, geralmente, em estado de latência
em indivíduos imunocompetentes mas reativa, com freqência,em
pacientes com baixa imunidade levando a manifestações
graves, sobretudo as neurológicas. O HHV6 parece estar relacionado
com a etiologia da doença de Hodgkins, leucemias infantis e outras
neoplasias. Estudos recentes mostram uma possível participação
deste vírus no quadro de esclerose múltipla.
A infecção primária com o herpesvírus humano
7 (HHV7) ocorre, geralmente, na infância, e raras vezes se encontra
associado a quadros de exantema súbito ou febris sem “rush”
cutâneo. Ao invadirem o sistema nervoso central, podem, ocasionalmente,
produzir sintomas mais graves como convulsões e encefalites.
Transmitido pela saliva, este vírus apresenta uma incidência
de 80% na população. Recentemente a infecção
ou reativação do HHV7 está sendo relacionada a
um aumento no risco da progressão de doença provocada
pelo citomegalovirus (CMV) nos transplantes renais e de medula óssea.
O CMV pertence à mesma sub-família que o HHV6 e HHV7.
Estudos recentes revelam que este vírus é um importante
cofator ( ou talvez um agente responsável) no desenvolvimento
de doenças severas em pacientes imunocomprometidos.
Em face dos novos achados científicos, faz-se necessário
um diagnóstico mais preciso em crianças que apresentam
complicações severas nas viroses que produzam quadro exantemático,
para caracterização do agente etiológico. O diagnóstico
também é importante em pacientes imunodeprimidos, particularmente
nos imunotransplantados, não só para uma avaliação
do prognóstico como para a monitoração da terapia.
A sorologia, nestes casos, não é conclusiva porque ocorre
reação cruzada entre o HHV6 e o HHV7.
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